Bacalhau à Conde da Guarda
Provavelmente no séc. XIX, no Porto
Parecido com o bacalhau espiritual, ficou com nome associado ao cliente que, possivelmente, o terá inventado – o 2º Conde da Guarda. Este senhor pedia habitualmente, num restaurante do Porto, o bacalhau feito dum modo específico, no forno, com uma parte tostada por cima. A receita tornou-se popular e ficou para sempre associado ao Conde da Guarda. O nome, consequentemente, contrasta com esta receita que, apesar de associada a um aristocrata, é feita de ingredientes muito humildes e leva pouco bacalhau.
Contudo, a origem da receita não é consensual entre todos. Há quem defenda que o Conde da Guarda, apesar de envolvido na importação de bacalhau, por não ter dentes, não teria forma de o comer, tendo-se criado, então, esta receita, para ele poder apreciar o bacalhau.
Por outro lado, outros afirmam que terá sido o chefe João Ribeiro, do restaurante Aviz, em Lisboa, que popularizou e inventou a receita.
O prato é muito simples e cremoso. Leva bacalhau desfiado, batatas e natas, juntamente com azeite e alho. Mete-se tudo misturado numa travessa, onde depois se adiciona, no topo, pão e queijo ralado, de modo a ficar crocante. Finalmente, leva-se ao forno até ficar pronto.
Saramago, A. (2002) Cozinha da Beira Interior. Assírio e Alvim.





