Finais do séc. XIX - início do séc. XX, Trás-os-Montes
Desconhece-se a origem exata desta receita típica, mas enquadra-se num conjunto de receitas ditas “à transmontana”. A primeira referência culinária por escrito a receitas “à transmontana” remonta a um livro de 1904, da autoria de Carlos Bento da Maia, o “Tratado Completo de Cozinha e Copa”. Uma dessas receitas era o “Bacalhau à Transmontana”. Mais tarde, nos anos 30, o fundador da Sociedade Portuguesa de Gastronomia publica um livro, a “Culinária Portuguesa”, onde o elemento comum nas receitas “à transmontana” é o presunto. Ou seja, muitas receitas designadas “à transmontana” não serão necessariamente desta região, mas utilizam ingredientes associados a Trás-os-Montes, como os enchidos locais, o presunto, a couve ou as castanhas.
Após a demolha na véspera das postas de bacalhau, metem-se no forno a assar. Entretanto, faz-se um bom refogado em azeite, com cebolas às rodelas, presunto em bocados finos, alho, salsa e louro e um pouco de banha. Com o refogado pronto, acrescenta-se o bacalhau em lascas. Tradicionalmente acompanhado com batatas.
Saramago, A. (1999) Cozinha Transmontana. Assírio&Alvim
Guedes, F. (2001). As 100 maneiras de cozinhar Bacalhau e outros peixes. Publicações Dom Quixote
Gomes, V.N. (2010). Sobre “à Transmontana”. Tellus: Revista de cultura transmontana e duriense, 53, p. 56-71





