Qualquer caldeirada aquece o coração português. Este prato é originário das refeições feitas a bordo nos navios pesqueiros, usando o peixe de menor valor comercial. Há inúmeras formas de preparar a Caldeirada que é um prato transversal aos países de proximidade geográfica e de lusofonia.
Antigamente esta caldeirada era sempre comida com colher de pau.
É um preparado com base num cozido, sem refogado, tendo como sustentáculo a batata, a cebola, o tomate, peixes variados e temperos. É frequente fazer-se acompanhar de pão fresco ou torrado.
A caldeirada de bacalhau ribatejana é adensada de chouriços de carne e sangue para prover de força quem trabalhava no campo.
Leve um tacho ao lume, com água suficiente para que a caldeirada fique com calda. À água junte a cebola picada e deixe cozer um pouco. Em seguida, adicione os chouriços, de sangue e de carne, inteiros, a couve cortada a murro e deixe ferver. Deixe cozer a couve cerca de 5 minutos e junte a massa. Passados 15 minutos, introduza as batatas, sem casca, às fatias médias, o bacalhau demolhado às postas pequenas e a farinheira, espetada com palitos para que não rebente.
Quando a batata estiver macia junte o azeite e o tomate, lavado e cortado aos quartos. Estando o tomate cozinhado, a caldeirada está pronta. Corte as carnes aos pedaços e sirva.
ACPP. (n.d.). Caldeirada Ribatejana. Acedido a 14 de Março de 2020.
É uma iguaria portuguesa, com certeza! (n.d.). Acedido a 15 de Março de 2020.
Guedes, F. (2001). As 100 maneiras de cozinhar Bacalhau e outros peixes. Lisboa: Publicações Dom Quixote, p. 58-59





